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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

.:. A Violência Institucionalizada em Outra Área da Medicina .:.






Se você acha que o tratamento que as mulheres recebem nos centros de Obstetrícia no Brasil e no mundo não pode ser considerado violência, lhe convido a pensar sobre outro ponto de vista.

O escolhido foi o Otorrinolaringologista.

Você entra, com sua esposa, no consultório do doutor Otorrino, que nem olha na cara de vocês e já diz:

Ot: A senhora saia daqui imediatamente. O senhor, sente-se na cadeira.

Vc: Mas, doutor, eu nem te falei...

Ot: Mas nada, eu sou o médico aqui, eu que estudei por seis anos, fiz mais dois de residência e você quer discutir comigo?

Vc: Não, doutor, eu só queria...

Ot: ENFERMEIRA! ENFERMEIRA! Traz logo um sossega leão pro nosso paciente nervosinho aqui, por favor!

A enfermeira chega, nem olha na sua cara, te conduz até a cadeira e aplica uma injeção no seu braço. Você não consegue se mexer, pois está atônito diante da situação.

Logo tudo começa a ficar borrado, colorido, como um clipe do Pink Floid. Então, o gentil doutor abre a sua boca e enfia logo três dedos na sua garganta, que na ância do vômito, morde o médico:

Ot: OLHA O QUE VOCÊ FEZ, OLHA O QUE VOCÊ FEZ!!! RESIDENTE, AMARRA ESSE ANIMAL NA CADEIRA!!!

O médico desenterra, sabe-se lá de onde, um aparelho de tortura medieval e enfia na sua boca, com toda a delicadeza, para mantê-la aberta. Três dentes quebram-se durante o processo, mas foda-se.

Ot: Como vocês podem ver, R1 e R2, temos aqui um caso típico de amigdalite. Vou enfiar meu dedo na garganta dele, e vocês verão como os olhos ficarão cheios d'água.

E volta a enfiar o dedo na sua boca, quase tocando a sua medula. Você está amarrado, ligeiramente anestesiado, muito assustado, com luzes em sua cara e vários rostos desconhecidos te olhando, apontando, anotando e... claro, dando umas risadinhas de desprezo.

Finalmente o doutor pronuncia: Alunos, aqui por favor. Agora vou anestesiar a bochecha desse sujeito, pois a abertura bucal dele é muito pequena e vamos realizar um procedimento muito simples, chamado de "piquezinho".



O médico corta a sua bochecha, quase até o ouvido, arranca suas amigdalas e chama um residente qualquer para costurá-la.

Seus olhos se arregalam, mas...

Quando a sutura termina, o médico olha e exclama: "Você deu uma pequena tremida durante o procedimento, aqui e aqui, está vendo. Ele está parecendo o Coringa kkkkkk. É o que chamamos de edema bochechar"


Então, todos se vão. Você permanece amarrado enquanto o efeito das anestesias passam. Se sente humilhado, arrasado, tratado feito lixo. Sua garganta dói, sua bochecha dói... e você não entende porque o médico arrancou suas amigdalas se eram seus ouvidos que doíam...

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